Violência de gênero no México é a causa de série de desaparecimentos

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De acordo com a Organização Internacional para Migração, cerca de 20 mil pessoas são traficadas por ano no México. (Foto: freepik)

País com altos índices de violência de gênero, o México registra um grande número de mulheres e meninas desaparecidas por ano. De acordo com reportagem feita pela BBC Brasil, 3.892 mulheres foram brutalmente assassinadas durante 2012 e 2013, segundo dados mais recentes. Também neste mesmo período 1.238 foram apontadas como desaparecidas no Estado do México. Desse total, 53% eram meninas com menos de 17 anos.

O México se transformou em um lugar hostil para mulheres. Para os familiares das vítimas, os governos durante anos têm sido incapazes de garantir o direito à vida das mulheres. O reconhecimento do feminicídio se transformou em uma série de lutas sem nenhuma vitória para as famílias. Muitas desaparecidas nunca mais são vistas. Ninguém sabe quantas delas foram encontradas vivas ou mortas nem quantas ainda estão sumidas. A polícia do México só abre uma investigação de desaparecimento após 72 horas do sumiço – isso até mesmo para crianças – o que dificulta ainda mais o combate a esse tipo de crime.

 

Estima-se que 20 mil pessoas sejam traficadas por ano no México, segundo a Organização Internacional para Migração. A maioria é obrigada a se prostituir. Autoridades afirmam que cada vez mais pessoas são aliciadas por meio da internet. São diversos exemplos de meninas que, através das redes sociais, mantém contato com traficantes que prometem boa vida a elas. Em muitos casos elas saem de casa por conta própria, acreditando nas promessas do aliciador, sem desconfiar do perigo que estão correndo.

 

Apesar de todo esse cenário mundialmente conhecido, não há uma base nacional de dados no México sobre desaparecidos, o que dificultando até mesmo a identificação de restos mortais encontrados. As famílias vivem na angústia de não saberem se as filhas estão vivas ou mortas.

 

A boa notícia é que em julho deste ano, o governador do Estado do México Jaime Rodriguez finalmente reconheceu – após anos de negação dos governadores ligados ao Partido Revolucionário Institucional  – que a violência de gênero é um problema sério em certas regiões. Ele publicou o primeiro “alerta de gênero” em 11 das 125 cidades. Isso significa que autoridades federais devem investigar as causas dos altos índices de violência de gênero e aplicar medidas emergenciais e de longo prazo para proteger mulheres e garotas.

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