Plataforma Minha Voz

O projeto:
logoA plataforma virtual “Minha voz” (www.minhavoz.com) é um canal aberto que oferece às mulheres que sofreram qualquer tipo de violência, seja ela física ou psicológica, informações sobre a violência contra a mulher.

Ele foi desenvolvido por estudantes da Universidade de São Paulo em 2014 e em 2015 ganhou um prêmio da Câmara dos Deputados, em Brasília. O projeto tem o apoio do Banco Mundial, do Laboratório Hacker e da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e da ONU mulheres.

Os criadores são: o estudante de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica (Poli) da USP Rafael Reis, a doutora em Psicologia pela USP Daniela Rozados e a mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Salete Farias.

Objetivo:
O site oferece informações relacionadas a questões de gênero e violência contra a mulher, além de funcionar como um espaço de desabafo para mulheres. O site garante o anonimato nos depoimentos.

Público-alvo:
Mulheres vítimas de violência.

Como funciona:
O site funciona como um espaço de primeiro acolhimento à vítima, com ações que a ajudam a entender qual tipo de violência ela viveu. A seguir, oferece informações para que a mulher possa entender mais sobre os crimes que sofreu, os direitos que ela tem e orientações para que ela possa buscar assistência social, psicológica, jurídica e médica nos serviços públicos disponíveis. A ideia é que a mulher descreva o tipo de violência que sofreu.

Além das informações sobre o que fazer em caso de violência, a mulher também pode descrever o que aconteceu com ela de modo anônimo. Isso pode se dar de duas maneiras: na primeira, ela pode responder a algumas questões objetivas que têm a finalidade de colher dados para se entender mais sobre o problema da violência contra a mulher no Brasil e, dessa forma, auxiliar na formulação de políticas públicas mais eficazes no combate ao problema da violência. Na segunda, ela pode contar a experiência dela na área para depoimentos e desabafos, bem como ler os depoimentos de outras mulheres.

Resultados:
Os dados colhidos anonimamente serão usados de maneira geral para fortalecer políticas públicas de combate e enfrentamento à violencia de gênero. Devido à dimensão que o projeto pretende abarcar, o grupo criador está considerando a possibilidade de fundar uma ONG para buscar formas de financiamento e trabalhar com outros profissionais para melhorar o site.

 

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