Participação feminina no municipalismo ganha mais representatividade nos Estados Unidos e ONU

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) defende o empoderamento feminino na política como forma de fortalecimento das cidades e dos países. A entidade demonstra preocupação com a disparidade no Brasil e em outras nações em relação ao crescente número de eleitoras e a baixa representação das mulheres nas três esferas governamentais, em especial, nas administrações municipais.

Apesar disso, avanços pontuais são registrados no país e no mundo. Os mais recentes ocorreram neste mês na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, com a eleição da primeira prefeita negra do Município e com a escolha da primeira mulher latino-americana a presidir a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

A nova prefeita de São Francisco, London Breed, vai comandar uma das 15 maiores cidades dos Estados Unidos. A eleição da gestora representa um marco para o municipalismo mundial. Só para se ter uma ideia da importância dessa escolha, as duas cidades mais famosas dos Estados Unidos, Los Angeles e Nova Iorque, nunca tiveram nenhuma mulher como prefeita. Breed é a segunda mulher a ser prefeita na cidade. Sua campanha teve como base o compromisso com as minorias que enfrentam um grave problema de moradia na cidade e possuem uma das rendas mais altas do país 

Assembleia Geral da ONU 

Também neste mês a ministra de relações exteriores do Equador, María Fernanda Espinosa, foi eleita para o posto de presidenta da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Espinosa já ocupou os cargos de ministra da Defesa e ministra coordenadora de Patrimônio Cultural e Natural do país.

Em seu discurso, ela pontuou que suas prioridades serão a reforma da ONU, finalização do pacto global sobre imigração, a implementação da Agenda Addis Abeba e a mobilização de recursos para a promoção do desenvolvimento. Ainda listou a ação climática, emprego e desigualdade e paz no Oriente Médio, incluindo os direitos do povo palestino. 

MMM

A CNM tem promovido diversas ações para a inserção da mulher na política por meio do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), que representa um esforço da entidade em atuar em consonância a agenda mundial da promoção da igualdade de gênero. Como um dos pilares de sua formação, o Movimento busca dar protagonismo às mulheres dentro do meio municipalista.

O MMM é o primeiro movimento municipalista feminino apartidário brasileiro e tem como principal objetivo a inserção das mulheres nos processos de governabilidade, dando voz a prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras, secretárias municipais e demais mulheres envolvidas na gestão dos Municípios brasileiros. Ainda visa estimular as lideranças femininas locais a desenvolver em seus Municípios alguns projetos sociais que a CNM implementa e que têm apresentado resultados positivos. A entidade acredita que por meio dessas ações serão alcançados impactos sociais ainda mais expressivos.