Parelhas e Florânia/RN colocam em prática projetos locais para o enfrentamento à violência de gênero em seus Municípios

Funcionários da Cerâmica puderam participar
Palestra com os trabalhadores da Cerâmica (Foto: Divulgação)

Municípios participantes do Projeto Mulheres Seguras, Parelhas e Florânia, no Rio Grande do Norte, já começaram a colocar em prática seus projetos locais de enfrentamento à violência contra as mulheres. Criados a partir da primeira oficina técnica de capacitação do Projeto Mulheres Seguras, os Grupos de Trabalho dos Municípios parceiros (GTs Municipais) identificaram as principais necessidades locais e planejaram uma série de atividades que começam a ser desenvolvidas.

Iniciado em agosto, o Projeto Local do GT de Parelhas tem como objetivo sensibilizar os trabalhadores homens de uma fábrica de cerâmica do Município sobre a violência doméstica contra as mulheres e suas consequências. Através dessa conscientização, acredita-se que o índice de violência doméstica sofrida pelas mulheres companheiras dos trabalhadores de cerâmicas irá reduzir. De acordo com os membros do GT, há um alto índice de violência doméstica nas famílias dos funcionários dessas fábricas.
Dentre as atividades previstas estão os encontros mensais  com os trabalhadores dessas fábricas para a realização de palestras e rodas de conversa sobre a problemática da violência doméstica. Até agora, já foram realizadas duas rodas de conversa com os trabalhadores. As atividades nesta fábrica serão realizadas uma vez por mês, até dezembro.
Projeto Assédio Sexual contra as mulheres nos espaços públicos executado em Florânia/RN (Foto: Divulgação)
Projeto Assédio Sexual contra as mulheres nos espaços públicos executado em Florânia/RN (Foto: Divulgação)

Já em Florânia, o foco do projeto está no assédio contra mulheres nos espaços públicos e ambientes de trabalho. O objetivo é sensibilizar a sociedade por meio de trabalhos socioeducativos sobre a importância de prevenir e combater esta prática.

 
Dentre as atividades desenvolvidas, foi aplicado um questionário com as mulheres que frequentam praças, parques da cidade e outros locais públicos, com o objetivo de identificar o número de mulheres que  sofrem ou sofreram assedio e também o grau de conhecimento das mesmas acerca do tema em questão. Atualmente o GT está em fase de análise dos dados. Cerca de 100 mulheres foram entrevistas, representantes de diferentes segmentos sociais.
Além disso, um programa mensal na Rádio Comunitária Padre Ibiapina está abordando os tipos de violência contra as mulheres, focando na questão do assédio nos espaços públicos. O GT também já iniciou exposições dialogadas na Escola Municipal Macária Giffone e também com os Adolescentes da Policia Mirim. Outras escolas deverão ser contempladas com as ações do projeto. O GT elaborou um folder informativo para trabalhar a temática junto ao público alvo.
Para o próximo mês, Florânia já organiza rodas de conversas com homens que trabalham como moto taxistas, taxistas e também em bares da cidade. Uma blitz, com a colagem de adesivos nos espaços públicos, também faz parte do cronograma do projeto. Também vão reproduzir a campanha educativa “chega de Fiu-Fiu”, para mobilizar toda sociedade frente à problemática em questão.