O Projeto

A Delegação da União Europeia no Brasil firmou essa parceria com a CNM para incrementar o empoderamento social, político e econômico das mulheres brasileiras, assim como sua participação e liderança.  O objetivo específico da Delegação da União Europeia nesse âmbito é apoiar a sociedade civil a lutar contra a violência às mulheres e promover o seu empoderamento para uma sociedade mais pacífica.   No Brasil, essa parceria com a CNM desenvolverá um modelo de intervenção que incrementará o protagonismo e a articulação de líderes mulheres de governos locais e da sociedade civil para a construção conjunta de políticas de prevenção e combate à violência contra as mulheres nos espaços públicos e privados e a conquista da redução deste tipo de problema social nos municípios.

O projeto Municípios Seguros e Livres de Violência contra as Mulheres irá implementar suas atividades junto a dois grupos de municípios que formarão duas microrregiões de trabalho, atuando diretamente com os governos locais e membros da sociedade civil organizada. O trabalho girará em torno do fomento do protagonismo e da articulação entre lideres mulheres no poder local (prefeitas) e na sociedade civil, para que juntas, delineiem e coloquem em marcha novas estruturas de discussão e novas políticas locais, que propiciem melhor segurança e apoio às mulheres vítimas de violência. A CNM, como órgão executor do projeto, atuará como ponto focal e propiciará todos os instrumentos necessários para que sejam alcançadas essas metas. Haverá um processo interligado de oficinas de capacitação dos grupos formados nos municípios que visará a aplicação de uma metodologia de orientação para a implementação de medidas concretas contra a violência de gênero nos municípios e a formação de lideranças femininas tanto nos governos locais quanto na sociedade civil.

Os objetivos específicos do projeto são:

1. Fomentar a liderança de um grupo de prefeitas para que incidam como líderes no combate à violência contra as mulheres;

2. Promover e facilitar a cooperação e o diálogo entre governo local, organizações não governamentais e sociedade civil  no combate à violência contra as mulheres;

3. Estimular a criação de leis e políticas locais para a construção de espaços públicos mais seguros para as mulheres e para o oferecimento de assistência às mulheres afetadas pela violência doméstica.