Formação profissional e venda on-line

Picture 2O projeto:
No Mato Grosso, um grupo de mulheres em situação de vulnerabilidade social de Anastácio, cidade com 23 mil habitantes, se uniu em busca de cumplicidade, resgate da auto-estima e independência financeira. A Associação de Mulheres Extrativistas do Pantanal (AMINA) nasceu há 10 anos e já ofereceu formação profissional gratuita a mais de duas mil mulheres.

Recentemente, foi inaugurada uma loja virtual para comercialização de artesanatos e doces caseiros. A iniciativa de empoderar mulheres por meio da independência financeira tem como objetivo reduzir a violência doméstica da região. Atualmente o grupo conta com 24 artesãs que ministram cursos na sede da AMINA e em comunidades indígenas das imediações.

http://marruaspantaneiras.org.br/

Objetivo:
Reduzir a violência doméstica na região por meio do oferecimento de formação profissional, que tem por objetivo promover o resgate da auto-estima, o empoderamento e a independência financeira das mulheres.

Público-alvo:
Mulheres de comunidades da região do Pantanal.

Como funciona:
A AMINA é um projeto bastante local. As artesãs ministram aulas para as mulheres da comunidade, para que elas sirvam de multiplicadoras deste conhecimento. Sendo assim, as inscrições devem ser feitas na sede da instituição, localizada no centro de Anastásio, Mato Grosso do Sul. As alunas aprendem a produzir doces caseiros e licores com frutas típicas do cerrado (cumbaru, pequi, guavira e jatobá), bolos e artesanatos (como panos de prato e chinelos artesanais).

Em 2015, a instituição recebeu apoio financeiro do Instituto de Responsabilidade da Oi para concluir o plantio de viveiro de plantas frutíferas, que são utilizadas como matéria-prima para fazer os doces caseiros, vendidos localmente e on-line. Além disso, o grupo conseguiu equipar a cozinha e montar o e-commerce.

Para as receitas, o grupo utiliza frutas típicas do cerrado, como cumbaru, pequi, guavira e jatobá.

Resultados: A expectativa da coordenação da AMINA é que a partir da criação do site, as vendas dos produtos aumente. “A ideia de criarmos o site surgiu para ampliarmos a nossa receita. Percebemos que não precisávamos ficar restritas às vendas na nossa loja física e assim ganhamos clientes de diversos lugares do Brasil”, afirmou Nilma Infran, atual coordenadora e uma das fundadoras da AMINA.

Com a venda online, novos produtos passaram a ser vendidos, como por exemplo, a venda de sementes e folhas medicinais, devido a pedidos de clientes de outras regiões e a compra de matéria prima diretamente com os fornecedores para redução do preço final do produtos. A renda mensal dobrou após a inclusão do e-commerce.

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