Em primeira reunião oficial, Movimento Mulheres Municipalistas define ações para os próximos meses

O Grupo de Trabalho (GT) que compõe o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) se reuniu na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta quinta-feira, 8 de junho. Essa foi a primeira reunião oficial do grupo após o lançamento do MMM na XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios – que ocorreu em maio passado.

A pioneira do movimento municipalista, Dalva Cristofoletti, e a primeira-dama da CNM, Tânia Ziulkoski, coordenaram o debate. Uma série de ações foram definidas para serem executadas até a XXI Marcha – prevista para maio de 2018. Dentre as estratégias traçadas como meta de trabalho do grupo estão: definição do calendário das próximas reuniões; atuação do MMM em projetos da CNM como o Municípios Doadores; fortalecimento do movimento latino-americano de mulheres líderes; e participação do MMM em eventos nacionais e internacionais que englobem lideranças femininas.

Participaram ainda da reunião as representantes indicadas pelas entidades estaduais para representar o Estado, como a prefeita de Monteiro Lobato (SP), Daniela de Cássia – indicada pela Associação Paulista de Municípios (APM); a prefeita de Goiás (GO), Selma Bastos – indicada pela Associação Goiana de Municípios (AGM); e a prefeita de Montanha (ES), Iracy Fernandes – indicada pela Associação dos Municípios do Estado do Espirito Santo (Amunes). Além das gestoras, técnicas e consultoras da CNM também compuseram a mesa de debates.

MMM no Congresso
Tânia Ziulkoski destacou na reunião a importância da atuação do MMM no Congresso Nacional. “É essencial que possamos contar com o apoio das nossas parlamentares no movimento. Elas são nossas representantes no poder legislativo e poderemos debater mais abertamente a pauta municipalista. Elas poderão ser nossas porta-vozes lá no Congresso”, destacou.

A ideia do GT é que sejam realizadas periodicamente reuniões com as parlamentares para discutir e debater assuntos que envolvam tanto políticas públicas para as mulheres como o debate da pauta que interessa a todos os Municípios – defendida pela CNM. “Nosso grupo não quer só resolver questões de mulheres. Queremos resolver problemas dos Municípios”, defendeu Dalva Cristofoletti.

Relatos das prefeitas
As prefeitas presentes na reunião de hoje aproveitaram a oportunidade para relatar suas histórias, assim como os desafios que encontraram e encontram em suas vidas como gestoras. A prefeitas destacaram que são em seus Municípios as primeiras mulheres eleitas e que por esse motivo enfrentam ainda mais obstáculos. Segundo elas, é como se tivessem que provar a todo momento suas capacidades.

As gestoras municipais enfatizaram a importância do empoderamento da mulher para que haja uma aplicação da liderança feminina e da incidência da mulher na polícia brasileira. Para elas, é essencial a criação e a gestão de políticas públicas para o desenvolvimento de uma nova cultura no que diz respeito à igualdade de gênero. 

Municípios Doadores
O projeto chamado de Rede de Municípios Doadores foi abordado no GT. A iniciativa da CNM propõe estabelecer uma rede nacional de doadores de sangue de forma estruturada e de caráter regular com intuito de consolidar a rede local de doadores e, assim, qualificar e evitar a queda dos níveis de estoques de sangue nos Hemocentros.

A ação da CNM – que está em fase de implementação em Goiás – também será tema do evento Diálogo Municipalista que acontecerá no Estado. Por esse motivo o GT do MMM aproveitou para discutir a ideia de que aconteça uma reunião do grupo durante o evento no Estado para que haja um maior engajamento dos gestores municipais na campanha Municípios Doadores.

ODS e Mandala Municipal
Outro projeto da CNM em debate foi a Mandala de Desempenho Municipal. A ferramenta tem a proposta de orientar os gestores sobre como implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a nível local. Por isso, a CNM produziu uma cartilha explicando cada um dos objetivos, separadamente, e de que forma os Municípios podem aderir ao movimento. O produto, que servirá de linha de base para que os gestores consigam dar andamento, bem como monitorar a implementação dos ODS.

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