Violência contra a mulher pode ser tema de currículo escolar

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou proposta que inclui do tema violência contra a mulher nos currículos escolares anualmente – conteúdos relativos à prevenção de todas as formas. O texto altera a Lei 9.394/1996 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que já prevê a inclusão de temas relativos à prevenção de violência contra a criança e ao adolescente.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Gorete Pereira (PR-CE), ao Projeto de Lei 2.805/2015 e ao PL 3.795/2015, apensado. O projeto original prevê que as escolas da rede de educação básica no País insiram, na programação das salas de aula do mês de agosto, a temática do combate à violência contra a mulher.

A justificativa da matéria apresenta dados o Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (IPEA), que indica uma mulher era assassinada no Brasil a cada hora e meia. Números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2009) também apontam que 48% das mulheres agredidas – incluindo todos os tipos de conflito – foram vitimadas em sua própria residência.

A medida é uma das ações de comemoração de 11 anos da Lei 11.340/2006 Maria da Penha para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar.

Outras ações

Um contador de agressões foi lançado, nesta segunda-feira, 7 de agosto, em comemoração à existência da lei. O chamado Relógios da violência faz uma contagem, minuto a minuto, do número de mulheres que sofrem violência no país. A inciativa do Instituto Maria da Penha prevê campanha para chamar atenção sobre os números da violência contra o público feminino.

O objetivo é incentivar as denúncias de agressão, que podem ser físicas, psicológicas, sexuais, morais e até patrimoniais. De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a Central de Atendimento à Mulher registrou, no ano passado, 1.133.345 atendimentos. O número foi 51% superior ao de 2015. Uma atualização das estatísticas sobre as agressões no país deve ser feita, ainda esta semana, pela secretaria. A central pode ser acionada pelo telefone 180.

Agência CNM, com informações da Câmara e da ABr

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Movimento Mulheres Municipalistas realiza encontro na Cidade de Goiás


O Diálogo Municipalista em Goiás encerrou com a presença do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM). Lançado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o projeto busca fortalecer a atuação feminina na política brasileira.

A prefeita da cidade anfitriã do encontro, Selma Bastos, abriu sua fala comentando o quanto os problemas se assemelham, independente da origem do Município. Disse também que, justamente por isso, os gestores municipais precisam se unir e, assim, se fortalecer.

“Nós precisamos trabalhar em rede, para nos fortalecer e ter conquistas, porque nós recebemos uma série de imposições. É complicado falar não para uma juíza, para um promotor. Então, às vezes, os prefeitos e prefeitas têm essas dificuldades, essas dificuldades. E nós sabemos uma andorinha só não faz verão, mas 246 prefeitos e prefeitas juntos com certeza”, afirmou.

Bastos também aproveitou para fazer uma breve saudação às companheiras participantes do movimento. Entre elas, Dalva Christofoletti, uma das fundadoras da Confederação, a primeira dama da entidade, Tânia Ziulkoski, e a prefeita de Monteiro Lobato (SP), Daniela de Cássia.

A anfitriã ressaltou sua satisfação não apenas em fazer parte do Movimento Mulheres Municipalistas, como também de conhecer essas mulheres que, segundo ela, são “fortes e inspiradoras”.

Presença feminina
Essa é a primeira vez que o MMM se reúne fora de Brasília. Durante o Diálogo Municipalista em Goiás as prefeitas da região poderão se informar melhor sobre as atividades e ainda as maneiras de colaborar com os trabalhos do grupo. O MMM também estará presente em outros encontros regionais.

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Projetos inovadores ganham destaque em evento da Confederação

A programação do Diálogo Municipalista em Goiás trouxe a pauta política e temas específicos da administração municipal. Também apresentou aos gestores projetos importantes da Confederação Nacional de Municípios (CNM), como o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM).

Nesta quarta-feira, 2 de agosto, a Cidade de Goiás (GO) foi o palco da segunda reunião oficial do grupo. Essa é a primeira vez que elas se encontram fora de Brasília. O intuito do encontro foi levar adiante as ações do movimento e dar as boas-vindas para as novas integras.

O MMM é composto por representantes femininas de cada estado, indicadas pela entidade municipalista estadual correspondente. Tem como líderes Dalva Christofoletti, uma das fundadoras da CNM, e a primeira dama da entidade, Tânia Ziulkoski. Além disso, o colegiado recebe o apoio de parte da equipe técnica da Confederação.

Dessa vez, a reunião foi ampliada para receber as prefeitas e demais representantes do Estado. Marca ainda o lançamento do projeto piloto Municípios Doadores em Goiás. No encontro, Christofoletti solicitou o apoio das gestoras para que abracem essa causa e sejam agentes de mudança.

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Campanha #MulheresRurais lança concurso para agricultoras brasileiras

A campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos lança, nesta quinta-feira (13), o “Concurso vozes, imagens, histórias e experiências das mulheres rurais”. Para dar visibilidade ao empoderamento daquelas que trabalham no campo, nas águas e nas florestas, a iniciativa vai premiar relatos de agricultoras, bem como extensionistas rurais, que atuam pela redução das desigualdades de gênero no meio que vivem.

O concurso possui duas categorias: Relatos de vida, que abrange o testemunho e experiências de mulheres que vivem e trabalham nas áreas rurais do Brasil; e Experiências de Organizações, ou seja, boas práticas que apresentem exemplos de melhoria da qualidade de vida das agricultoras e do entorno comunitário. Nesta categoria, poderão participar organizações, bem como as profissionais de assistência técnica e extensão rural.

Para inscrever-se, basta preencher o formulário em anexo. As experiências poderão ser apresentadas em forma de áudio, vídeo, texto, imagem ou fotografia. O material deve ser enviado junto com o formulário para o e-mail campanhamulheresrurais@gmail.com.br , ou pelo WhatsApp (61) 9 9311.1820 até o dia 15 de agosto. No assunto do e-mail, a participante deve informar a categoria na qual deseja concorrer. Mais informações podem ser encontradas no edital.

O projeto traz como tema o papel das mulheres no desenvolvimento rural e no alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) http://www.un.org/sustainabledevelopment/es/objetivos-de-desarrollo-sostenible/ propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os materiais inscritos podem abordar assuntos como redução da pobreza rural, segurança alimentar e nutricional, inovação e infraestrutura, entre outros.

Para o titular da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno, o concurso é uma maneira de dar visibilidade às protagonistas do desenvolvimento sustentável do país. “Queremos que as mulheres rurais reconheçam a importância do trabalho que desenvolvem em suas comunidades. Elas têm um papel fundamental na agricultura familiar do país. Com apoio dos parceiros, vamos juntos lutar pela redução das desigualdades de gênero rumo a um cenário rural mais justo”, ressalta Roseno

Geise Mascarenhas, consultora da assessoria internacional da Sead e ponto focal de gênero na Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf), acredita que o concurso é uma ótima oportunidade para dar rosto e voz às mulheres rurais. “A gente precisa conhecer quem são essas mulheres que contribuem para a segurança alimentar e para o desenvolvimento rural. É fundamental saber o que elas fazem e onde elas estão”, afirma Geise.

As ganhadoras do “Concurso vozes, imagens, histórias e experiências das mulheres rurais” irão participar da II Conferência de Mulheres Rurais, nos dias 27 a 29 de setembro, em Assunção, no Paraguai, onde acontecerá a premiação oficial.

Sobre a campanha MulheresRurais, mulheres com direitos

A campanha internacional #MujeresRurales, mujeres con derechos é uma iniciativa organizada pela Reunião Especializada em Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf), a Unidad para el Cambio Rural (UCAR) da Argentina, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e, no Brasil, pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead), sob a tradução #MulheresRurais, mulheres com direitos.

A inciativa abrange a América Latina e o Caribe com ações que, este ano, começaram em março e seguem até novembro, trazendo como temática os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU. Em 2016, a campanha compartilhou mais de 120 experiências de 15 países.

Confira aqui a experiência do Brasil em 2016

Informações para imprensa:

Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0127 e imprensa@mda.gov.br

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CNM participa de Fórum de Partenariado da União Europeia em Bruxelas

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participou do Fórum de Partenariado da União Europeia, nos dias 6 e 7 de julho, em Bruxelas, na Bélgica. O objetivo do evento foi debater os acordos de cooperação entre a União Europeia e os governos locais e a sociedade civil de várias partes do mundo.

Representando a CNM, a assessora internacional da entidade, Tatiane de Jesus, integrou um painel sobre as expectativas em relação a próxima Cúpula União Europeia – América Latina. A Confederação destaca que a Cúpula é organizada a cada três anos e tem o objetivo de contribuir para o estabelecimento de prioridades.

Na ocasião, a especialista ressaltou a importância sobre o envolvimento dos governos locais na construção dessa agenda, bem como a importância de trabalhar com os Municípios para realmente avançar na agenda de desenvolvimento. Destacou temas como a localização dos ODS, mudanças climáticas, a integração regional.

Prioridades de Cooperação de UE
A implementação dos ODS e da Agenda 2030 é considerada prioridade na nova política europeia aprovada em junho. Foi reconhecida a necessidade de fortalecer os governos locais e regionais para a implementação de agendas internacionais.

O tema de participação política das mulheres foi tratado em um painel próprio no qual as diferentes organizações e governos compartilharam suas experiências. Nas diversas regiões, se está avançando nessa agenda. A CNM ressalta que no Brasil o Movimento de Mulheres Municipalistas (MMM) é um exemplo desse tipo de ação.

Além disso, na abertura do evento, a Secretaria Geral da Suprema Corte de Justiça do México apresentou outro tema trabalhado pela CNM junto aos Municípios brasileiros: a violência contra as mulheres. A repartição ressaltou ainda que é um tema transversal e que é necessário conversar sobre os diferentes tipos de violência.

Financiamento
No painel sobre o financiamento para governos locais para o período de 2018 a 2020, foi destacado que além do fortalecimento de capacidades, a União Europeia vai investir mais em urbanização sustentável, planejamento e mobilidade urbana.

Na sessão sobre democracia local, destacou-se questões como transparência e cooperação entre sociedade civil e governos locais. No debate, a representante da CNM ressaltou que a construção de alianças entre os gestores municipais e as organizações atuando nos Municípios é um processo de construção, e quando valorizada permite avançar paulatinamente no fortalecimento da governança territorial. 

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Em primeira reunião oficial, Movimento Mulheres Municipalistas define ações para os próximos meses

O Grupo de Trabalho (GT) que compõe o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) se reuniu na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta quinta-feira, 8 de junho. Essa foi a primeira reunião oficial do grupo após o lançamento do MMM na XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios – que ocorreu em maio passado.

A pioneira do movimento municipalista, Dalva Cristofoletti, e a primeira-dama da CNM, Tânia Ziulkoski, coordenaram o debate. Uma série de ações foram definidas para serem executadas até a XXI Marcha – prevista para maio de 2018. Dentre as estratégias traçadas como meta de trabalho do grupo estão: definição do calendário das próximas reuniões; atuação do MMM em projetos da CNM como o Municípios Doadores; fortalecimento do movimento latino-americano de mulheres líderes; e participação do MMM em eventos nacionais e internacionais que englobem lideranças femininas.

Participaram ainda da reunião as representantes indicadas pelas entidades estaduais para representar o Estado, como a prefeita de Monteiro Lobato (SP), Daniela de Cássia – indicada pela Associação Paulista de Municípios (APM); a prefeita de Goiás (GO), Selma Bastos – indicada pela Associação Goiana de Municípios (AGM); e a prefeita de Montanha (ES), Iracy Fernandes – indicada pela Associação dos Municípios do Estado do Espirito Santo (Amunes). Além das gestoras, técnicas e consultoras da CNM também compuseram a mesa de debates.

MMM no Congresso
Tânia Ziulkoski destacou na reunião a importância da atuação do MMM no Congresso Nacional. “É essencial que possamos contar com o apoio das nossas parlamentares no movimento. Elas são nossas representantes no poder legislativo e poderemos debater mais abertamente a pauta municipalista. Elas poderão ser nossas porta-vozes lá no Congresso”, destacou.

A ideia do GT é que sejam realizadas periodicamente reuniões com as parlamentares para discutir e debater assuntos que envolvam tanto políticas públicas para as mulheres como o debate da pauta que interessa a todos os Municípios – defendida pela CNM. “Nosso grupo não quer só resolver questões de mulheres. Queremos resolver problemas dos Municípios”, defendeu Dalva Cristofoletti.

Relatos das prefeitas
As prefeitas presentes na reunião de hoje aproveitaram a oportunidade para relatar suas histórias, assim como os desafios que encontraram e encontram em suas vidas como gestoras. A prefeitas destacaram que são em seus Municípios as primeiras mulheres eleitas e que por esse motivo enfrentam ainda mais obstáculos. Segundo elas, é como se tivessem que provar a todo momento suas capacidades.

As gestoras municipais enfatizaram a importância do empoderamento da mulher para que haja uma aplicação da liderança feminina e da incidência da mulher na polícia brasileira. Para elas, é essencial a criação e a gestão de políticas públicas para o desenvolvimento de uma nova cultura no que diz respeito à igualdade de gênero. 

Municípios Doadores
O projeto chamado de Rede de Municípios Doadores foi abordado no GT. A iniciativa da CNM propõe estabelecer uma rede nacional de doadores de sangue de forma estruturada e de caráter regular com intuito de consolidar a rede local de doadores e, assim, qualificar e evitar a queda dos níveis de estoques de sangue nos Hemocentros.

A ação da CNM – que está em fase de implementação em Goiás – também será tema do evento Diálogo Municipalista que acontecerá no Estado. Por esse motivo o GT do MMM aproveitou para discutir a ideia de que aconteça uma reunião do grupo durante o evento no Estado para que haja um maior engajamento dos gestores municipais na campanha Municípios Doadores.

ODS e Mandala Municipal
Outro projeto da CNM em debate foi a Mandala de Desempenho Municipal. A ferramenta tem a proposta de orientar os gestores sobre como implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a nível local. Por isso, a CNM produziu uma cartilha explicando cada um dos objetivos, separadamente, e de que forma os Municípios podem aderir ao movimento. O produto, que servirá de linha de base para que os gestores consigam dar andamento, bem como monitorar a implementação dos ODS.

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Prefeitura de João Pessoa lança ferramenta para combater violência contra a mulher

A Prefeitura de João Pessoa (PB) deu um importante passo no combate à violência contra a mulher. A administração municipal lançou, na terça-feira, 26 de maio, o aplicativo Elas. O app é uma iniciativa que permite às mulheres informarem pessoas de confiança quando se sentirem em situação de risco. O app é gratuito e está disponível para download na playstore do sistema Android.

A ferramenta possibilita que as mulheres cadastrem até cinco pessoas de confiança. Assim, diante de uma situação de emergência, é possível acionar um botão para que essas pessoas sejam automaticamente informadas por meio de um SMS. Elas receberão, ainda, informações referentes à localização de quem enviou a mensagem. Para que as mensagens sejam enviadas, destaca-se que é preciso que o celular tenha crédito ou bônus para envio de mensagens, não necessitando, no entanto, estar conectado à internet ou a dados móveis (3G/4G).

A ideia de criação do aplicativo surgiu das próprias mulheres durante as audiências do Orçamento Participativo (OP).

Como baixar
Para fazer o download do aplicativo, é preciso ter internet ou dados móveis no celular. Ao acessar a Playstore, basta pesquisar “Elas PMJP”. Após instalado, não é mais necessária a utilização de internet, pois todo o serviço ocorre via SMS. É necessário que a pessoa realize o cadastro, com nome e data de nascimento. Em seguida, cadastra-se o nome e o telefone de cinco pessoas de confiança. Com isso, o aplicativo já está pronto para uso e pode acionar o botão de ajuda.

Faça o download do aplicativo aqui

Agência CNM, com informações da Prefeitura de João Pessoa

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CNM lança Movimento Mulheres Municipalistas para fortalecer representação feminina

Apenas 12% dos gestores municipais são mulheres. Em 2.963 Municípios brasileiros, dos 5.568 existentes, a maioria do eleitorado brasileiro é mulher. Apesar disso, somente 24 assembleias legislativas municipais tem maioria feminina. Por outro lado, 1.286 Municípios possuem assembleias compostas só por homens. Para reverter e melhorar a profunda sub-representação feminina na política nacional, a Confederação Nacional de Municípios lança o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM).

O movimento foi fundado durante a tarde desta quarta-feira, 17 de maio, em plenária da XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Capitaneado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o MMM foi idealizado pela primeira-dama do municipalismo brasileiro, Tânia Ziulkoski, com essencial envolvimento de uma das fundadoras da entidade, Dalva Christofoletti.

“Em primeiro lugar, temos que convocar mulheres a participar da vida política do país. Estamos começando uma caminhada”, disse Tânia. “Declaramos com muito orgulho e emoção fundado o Movimento Mulheres Municipalistas”, concluiu ao apresentar os objetivos do movimento.

No momento de lançamento, em que as líderes do movimento assinaram ata de fundação, diversas parlamentares que compõem as bancadas femininas da Câmara e Senado, e outras autoridades. A primeira convidada a falar foi a ministra conselheira da União Europeia no Brasil, Cláudia Gintersdorfer.

“O empoderamento das mulheres, além de ser questão de direitos humanos, é fundamental para o desenvolvimento de um país”, disse ela.

“Nós, mulheres, precisamos entender que temos que trabalhar em rede para o empoderamento feminino”, disse a deputada Soraya Santos (PMDB-RJ).

O empoderamento foi palavra recorrente entre as palestrantes. Assim como a necessidade de afirmação da mulher na política. “Sim, nós podemos. Nós somos capazes”, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Também foi lembrado que a característica patriarcal da sociedade brasileira, que educa a mulher para ocupar apenas espaços privados da sociedade, são prejudiciais para que elas se projetem no cenário político e, quando o fazem, há diversos outros obstáculos que as impedem de exercer o controle político.

“Para nós, mulheres, custa mais caro entrar na política do que para os homens. A sociedade é muito machista”, afirmou a senadora Marta Suplicy.

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Lideranças internacionais participam de debate no Mulheres Municipalistas em Rede

Parte do Congresso Internacional Municipalista, o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) em Rede foi um espaço para debate de lideranças internacionais e representantes do movimento municipalista feminino. A mesa foi coordenada pela fundadora da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Dalva Cristofoletti, e pela primeira-dama da CNM, Tânia Ziulkoski. As duas são as percussoras do projeto que propõe debater e incentivar a participação feminina na política brasileira.

A ideia hoje foi apresentar aos gestores que participam da Marcha o projeto que será lançado oficialmente nesta quarta-feira, 17, ás 13h na plenária principal. Para esse momento, é esperada a participação de lideranças femininas do Congresso Nacional e da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmem Lúcia.

Dalva como mediadora da mesa explicou as presentes que o Movimento Mulheres Municipalistas quer reunir pessoas que por sua atuação tenham a possibilidade de promover avanços capazes de contemplar as pautas defendidas pelo movimento municipalista.

Uma das palestrantes foi a presidente da Associação de Mulheres Municipalistas da República Dominica, Aura Saudanha, que apresentou boas práticas internacionais que poderão servir de base para as gestoras brasileiras. “Na República Dominica, nossa legislação promove os direitos em que o Estado deve garantir a participação equilibrada na política para mulheres e homens”, exemplificou.

Compuserem a mesa de debate as representantes da União Europeia e apoiadora do MMM, Maria Cristina Araujo, da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, Ana Carolina, e do Programa das Nações Unidas (Pnud), Vanessa Zanela.Ao final das palestras foi aberto espaço para perguntas e sugestões para o projeto que está em fase inicial.

Tânia Ziulkoski encerrou as discursões agradecendo as participações dos organismos internacionais e lembrando que esse é um ponto de partida para uma luta que não pode ter fim. “Hoje eu estava analisando quantas mulheres estão aqui no evento, são poucas. E isso, não é por falta de chamamento. As mulheres precisam se engajar na política, quanto mais mulheres se organizar e saírem de suas zonas de conforto certamente alcançaremos em breve um número expressivo de mulheres no comando deste país”, destacou.

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Igualdade de gênero: saiba mais sobre o ODS 5 que trata do assunto

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) para orientar os gestores sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) segue a série de matérias sobre o assunto. Hoje é a vez do ODS 5 que trabalha a questão da igualdade de gênero e busca alcançar a igualdade e empoderar todas as mulheres e meninas. Esse objetivo converge com o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 3 que promovia a igualdade entre os sexos e a valorização da mulher.

A CNM explica que as metas que devem ser atingidas pelos Municípios Brasileiros e que englobam este objetivo visam a promoção da mulher em ambientes de trabalho e de acesso à educação. Atualmente o número de mulheres que estão matriculadas em todas as etapas de ensino supera a de homens.

Entre 2003 e 2011 houve um aumento de 44,4% para 46,1% no percentual de mulheres que compõem a População Economicamente Ativa (PEA), no entanto o maior desafio é a diminuição da disparidade entre a remuneração de homens e mulheres ainda existente. No ano de 2011, apesar do crescimento, a remuneração média feminina correspondia a 72,3% da masculina. A igualdade de salário entre homens e mulheres ocupando o mesmo cargo ainda é um desafio.

Feminicídio

Segundo pesquisa do Banco Mundial o número de casos de feminicídio no Brasil cresceu em 75% entre 2003 e 2013 e o país é o primeiro na América Latina em número de casamentos infantis e ocupa o 4º lugar no ranking mundial. Tais números demonstram a necessidade da implementação de políticas que trabalhem a questão de gênero e o quanto o tema ainda está frágil no Brasil. A violência contra a mulher está relacionada a meta 5.2 e a prática de casamentos prematuros, forçados e de crianças é pauta da meta 5.3

A taxa de fecundidade na adolescência também é um desafio. Apesar de que os números vêm diminuindo de forma constante desde os anos 2000, esta taxa ainda se encontra acima da média para a América Latina.

Competências

Cabe ao governo Estadual a implementação de políticas que promovam a igualdade de gênero, sendo então uma competência municipal expandir e divulgar tais ações em suas regiões.

A CNM vem atuando em ao menos 3 frentes relacionadas à questão de gênero, mais especificamente em relação às metas 5.1, 5.2 e 5.5.

Conheça as ações da entidade para auxiliar os Municípios no alcance do Objetivo 5:

No âmbito político, a CNM vem firmando parcerias com organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, na disseminação do projeto HeForShe, lançado durante a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios no ano de 2015.

Em 2017, a CNM lançará o projeto Movimento Mulheres Municipalistas. O escopo desse projeto é fortalecer a participação das mulheres nos espaços políticos. E para isso, a entidade deve fomentar capacitações e parcerias entre gestoras a fim de oportunizar a entrada de novas mulheres nas instâncias de decisão política, como câmaras municipais, prefeituras e, conselhos, ação alinhada com a meta 5.5.

A temática de gênero para alcançar mudanças concretas deve alinhar aspectos e ações tanto políticas quanto técnicas. Nesse sentido, a Confederação desenvolveu na região Nordeste – nos Estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte, durante os anos 2014 e 2016 – o projeto Municípios Seguros e Livres de Violência Contra a Mulher. Um modelo de intervenção para estimular a articulação de líderes mulheres de governos locais e da sociedade civil para o planejamento e a construção conjunta de políticas de prevenção e combate à violência contra as mulheres nos espaços públicos e privados.

Neste contexto, 10 Municípios – em um projeto piloto – tiveram a oportunidade de desenvolver ações que corroboram com o alcance das metas 5.1 e 5.2, uma vez que as atividades do projeto em termos práticos se concentraram em melhorar os espaços públicos tornando-os mais seguros para a circulação das mulheres em seu dia a dia, bem como buscou fortalecer as lideranças políticas, o que cria e fortalece espaços de poder pautados por mulheres.

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