Rumo a HABITAT III – Conferência da ONU, em Quito – Equador

O projeto Mulheres Seguras estará presente na Habitat III – Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, que acontece em Quito – Equador, do dia 17 a 20 de outubro de 2016.

A apresentação do projeto no evento será no dia 17/10, às 15h30(horário local de Quito), dentro programação “Localizing the SDGs – The importance of reaching out small and medium-sized municipalities and national associations”, do Global Taskforce – o GTF Lounge.

 

 

Para divulgar o projeto, a CNM preparou marcadores de página personalizados.

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Projeto Mulheres Seguras é destaque em sites de entidades internacionais de Municípios

A Federação Latinoamericana de Cidades e Governos Locais – FLACMA citou o projeto Mulheres Seguras em seu site:

En Brasil, terminó en marzo de 2016 el proyecto “Municipios Seguros y Libres de la Violencia contra las Mujeres”, implementado por la Confederación Nacional de Municipios (CNM) con el apoyo financiero de la Unión Europea. La iniciativa estimuló prácticas de construcción de políticas públicas para la prevención y el combate a la violencia contra las mujeres en espacios públicos y privados en diez ciudades de dos estados brasileños distintos. Vea el video de la iniciativa: https://youtu.be/SVN22S_cz6Y

A AMUPREV, da República Dominicana, publicou o vídeo do projeto em seu site. Veja em: http://www.amuprev.org/noticias/?id=5167

mexicoMéxico
A entidade mexicana CONAM, publicou matéria com o título “CNM y Unión Europea por Municipios seguros para las mujeres”
Veja em www.conamm.mx/cnm-y-union-europea-por-municipios

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Trabalho pioneiro reeduca agressores de mulheres

30-10-2012lacoReeducar. Essa é a proposta de um grupo exclusivo para homens que já se envolveram em situações de violência doméstica, coordenado pela Justiça gaúcha. O trabalho é realizado desde outubro de 2011 pelos dois Juizados de Violência Doméstica do Rio Grande do Sul, no Fórum Central, em Porto Alegre. Nesses quase quatro anos, mais de 200 envolvidos em processos que tramitam nas varas foram atendidos no Grupo Reflexivo de Gênero e apenas uma reincidência foi registrada. O projeto foi divulgado em reportagem de Isabela Sander, no Jornal do Comércio, de Porto Alegre (RS). Para ler na fonte original, clique aqui.

Segundo a juíza Madgéli Frantz Machado, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica, o trabalho dos grupos é feito em uma sala exclusiva no Fórum Central por uma mediadora judicial, auxiliada por estudantes e profissionais voluntários de psicologia e assistência social. “Trabalho com violência doméstica na Capital desde abril de 2009 e sentimos a necessidade de fazer uma intervenção com os homens, porque a violência doméstica é um ciclo e não envolve só a mulher vítima. Se não tratamos e cuidamos de todos os envolvidos, não conseguimos quebrar o ciclo da violência, e esse espaço de escuta do homem ainda não existia”, afirma.

O trabalho voltado para homens foi inédito no Judiciário brasileiro, conforme a magistrada, e se tornou referência nacional. No Rio Grande do Sul, apesar de haver projetos para grupos desse tipo serem constituídos pelo Poder Executivo, o único existente permanece sendo o do Judiciário. Somente em 2015, entre janeiro e junho, houve ocorrência de 173 tentativas de feminicídio (homicídio de mulheres por questões de gênero), 33 a mais do que no mesmo período de 2014. A quantidade de feminicídios consumados foi a mesma, 40. O número de lesões corporais registradas caiu 0,1%, de 12.790 para 12.777. As ameaças também tiveram leve queda de 0,1%, de 22.582 para 22.569.

A metodologia utilizada envolve 12 encontros com o agressor, sendo um individual e 11 posteriores em grupo. As reuniões são semanais. “Os encontros são espaços de escuta e reflexão, sem diálogo de punição ou crítica, pois muitas vezes a pessoa que praticou aquele ato sofreu, também, atos de violência, às vezes não física, mas verbal, ou outros tipos de violência que vão se reproduzindo e perpetuando no ambiente familiar”, aponta Madgéli.

Para a juíza, ao relatar suas experiências pessoais e escutando os relatos alheios, o homem consegue enxergar nas histórias dos outros o que não enxergava na sua. “Isso é importante. Aí, são trabalhados diversos aspectos da comunicação não violenta, através de vídeos e filmes relativos à temática, para que eles possam refletir sobre as situações em que se envolveram e buscar alternativas para que haja uma transformação daquele comportamento, e é isso que eles querem”, explica.

De acordo com a magistrada, desde o surgimento da Lei Maria da Penha, os homens sentem que a legislação só beneficia a mulher. “Eles já chegam aqui se achando muito desprezados, pensando que o Judiciário só olha para a mulher e que eles não são ouvidos. Normalmente, ficam felizes e mais predispostos à mudança quando descobrem que há esse espaço”, revela.

Os agressores são encaminhados durante audiência de medida protetiva, na qual as partes são ouvidas. Os homens que recebem o encaminhamento para o grupo são aqueles que não têm dependência química grave (esses são levados primeiro a um tratamento médico), que cometeram violência física ou que a violência psicológica vem se perpetuando.

Segundo Madgéli, há aproximadamente mil pedidos novos de medidas protetivas por ano. Em 80% dos processos, o álcool ou a droga, ou ambos, estão presentes, seja por parte do homem, seja por parte da mulher.

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Famosas conscientizam sobre violência doméstica através do histórico de edições do Facebook

Publicação revela mensagem escondida quando se clica em “Editado”

Em uma publicação em sua página no Facebook, Bela Gil prova que qualquer coisa pode ser transformada em mídia. Melhor ainda quando mexe com a curiosidade e surpreende as pessoas.

A mensagem “Foi a maçaneta da porta” remete ao clichê de quem apanha e não quer contar, mas aparentemente fica só nisso. Um enigma. Porém, basta clicar em “Editado” – que aparece quando alguém altera o texto original do post – para que seja revelada a publicação original:

“É isso que você deve fazer sempre: reparou alguma coisa estranha, procure saber mais.
Muitas vezes, uma maçaneta da porta é um marido agressivo e a vítima não tem coragem de dizer.
Viu sinais de agressão? Denuncie.
Faz um 180 e dê uma virada nessa realidade. Disque-Denúncia – 180”

Marjorie Estiano, Preta Gil, Luiza Possi, Deborah Secco e muitas outras artistas estão engajadas na campanha, que por vezes troca a frase editada por “Foi a quina da mesa” ou “Foi a torneira do chuveiro”, entre outras desculpas que são frequentemente usadas para esconder a agressão sofrida.

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Mulheres vão levar 80 anos para ter salário igual aos homens, diz pesquisa

Brasil ficou entre os últimos colocados em ranking mundial que analisou a desigualdade de salários em 142 países.

Uma situação injusta vai levar muito tempo para ser corrigida: a diferença de salários entre homens e mulheres. Uma pesquisa mostrou que vai demorar 80 anos para elas ganharem o mesmo que eles. Igualdade de salários só em 2095.

Clique na imagem e assista ao vídeo da matéria:

desigualdade de salarios

Ronda Rousey. Mega lutadora de UFC, um fenômeno que deixou o Brasil boquiaberto. Número um do ranking mundial entre as mulheres. Ganha um terço do que um campeão de UFC masculino ganha.

Merryl Streep. Superatriz de Hollywood. Recordista de indicações ao Oscar, o prêmio máximo do cinema. Ganha menos da metade do que os atores mais bem pagos.

Num ranking mundial que analisou a desigualdade de salários em 142 países: o Brasil ficou entre os últimos colocados: na posição 124.

O Brasil não tem nenhum motivo para se orgulhar quando falamos de igualdade salarial entre homens e mulheres. Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as brasileiras ganham, em média, 76% da renda dos homens. E um estudo mundial alerta que essa igualdade tão desejada por nós vai demorar a chegar: só em 2095.

Como vencer essa desigualdade?

“Certamente se ela já teria sido desfeita ou minimizada”, diz Sônia Giacomini, antropóloga da PUC-RJ.

Na lei a igualdade já existe. A Constituição brasileira proíbe diferença de salário e discriminação nas contratações. Mas muita vezes é justamente na contratação que a desigualdade começa.

“A mulher também nas funções básica do trabalho, já ganha menos que o homem”, diz Felipe Santa Cruz, presidente da OAB-RJ.

“As mulheres têm dificuldade de se inserir no mercado. E quando ela entra, ela entra com um rendimento mais baixo que o dos homens”, afirma Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

E quanto maior a escolaridade da mulher, maior é essa diferença. Trabalhadoras com curso superior completo recebem em média 60% da renda dos homens com o mesmo nível. E qual seria a reação se essa diferença de salário virasse um desconto pras mulheres? O Fantástico fez o teste em um restaurante do Rio de Janeiro. Se no Brasil elas ganham em média 24% menos, vão pagar menos 24% na hora do almoço.

 

O governo brasileiro reconhece que a desigualdade entre os salários precisa ser vencida.

“De que depende pra mudar isso? Depende de políticas públicas que estimulem a participação das mulheres, a quebra do preconceito no mundo das organizações internas no trabalho para acabar de vez com o preconceito de que mulher não pode ser chefe, de que mulher não pode ocupar cargos de direção” afirma Eleonora Menicucci, ministra da Secretaria de Política para as Mulheres..

Silvia de Mello já trabalhou em duas multinacionais. Hoje, é diretora de vendas, e forma novas lideranças numa empresa de cosméticos. “De fato eu não vivi isso e não presenciei esse tipo de descriminação salarial. Diferença entre homens e mulheres de mesmo cargo”, diz Silvia.

Ela é uma exceção. E vai continuar sendo. Enquanto o mercado de trabalho não reconhecer que homens e mulheres tem o mesmo valor.

“Que seja repensada essa ideia de que existe um trabalho feminino, específico, o qual a mulher seria capaz de realizar. Ou seja, as mulheres são igualmente vocacionadas como os homens a todos os tipos de função”, defende a antropóloga Sônia Giacomini.

Acesse no site de origem: Mulheres vão levar 80 anos para ter salário igual aos homens, diz pesquisa (Fantástico, 16/08/2015)

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Pesquisa revela situação de medo que vivem mulheres jovens brasileiras

Uma pesquisa da agência de comunicação Énois Inteligência Jovem, realizada com 2.300 mulheres jovens, aponta que 90% delas admitem já ter deixado de fazer alguma coisa por medo da violência, como usar determinadas roupas e frequentar espaços públicos.

O levantamento foi feito em parceria com os institutos Vladimir Herzog e Patrícia Galvão e revela a situação de jovens mulheres com idade entre 14 e 24 anos, renda familiar de até R$ 6 mil, em 370 cidades brasileiras.

Os dados foram apresentados no I Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres, que aconteceu nos dias 20 e 21 de maio, em São Paulo/SP. A divulgação da pesquisa marca o início da campanha #meninapodetudo,  que busca estimular a  discussão e o compartilhamento de informações sobre o tema.

Para ler a pesquisa completa, clique aqui.

Link para matéria na íntegra: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2015/06/02/internas_polbraeco,485270/pesquisa-revela-que-77-das-mulheres-foram-assediadas-sexualmente.shtml

 

Assessoria de comunicação com informações de Correio Braziliense

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Divulgada a programação do 1º Seminário Internacional Cultura da Violência Contra as Mulheres

O Instituto Vladimir Herzog e o Instituto Patrícia Galvão divulgam a programação completa do 1º Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres, que acontece em São Paulo, nos dias 20 e 21 de maio de 2015. As inscrições estão encerradas, mas haverá transmissão simultânea nos dois dias do evento a partir das 10h pelo site oficial do evento.

A atividade é realizada em parceria com a ONU Mulheres, Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e Fundação Ford. Trata-se de uma iniciativa que reunirá um amplo elenco de especialistas, ativistas e representantes de organismos e instituições nacionais e internacionais para um debate aprofundado e propositivo sobre a Cultura da Violência contra as Mulheres, em suas diversas formas e abordagens.

PROGRAMAÇÃO

20 de maio (4ª feira)

9h – Credenciamento

10h – Abertura 
Mensagens em vídeo:
Presidenta da República do Brasil Dilma Rousseff
Secretário-geral da ONU Ban Ki-moon
Subsecretária geral das Nações Unidas e diretora executiva da ONU Mulheres Phumzile Mlambo-Ngcuka

Falas de representantes das organizações realizadoras:
Diretora Executiva do Instituto Patrícia Galvão Jacira Vieira de Melo
Diretor Executivo do Instituto Vladimir Herzog Ivo Herzog
Superintendente de Administração e Diretor Regional do SESC São Paulo em exercício Luiz Deoclécio Massaro Galina
Representante da ONU Mulheres no Brasil Nadine Gasman
Representante da Fundação Ford no Brasil Nilcéa Freire
Ministra de Políticas para as Mulheres da Presidência Eleonora Menicucci

11h – Palestra de abertura
Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal

11h30 – Palestra 1: Panorama Global das Culturas de Violência contra as Mulheres
Lori Heise, professora titular da London School of Hygiene & Tropical Medicine, apresentará uma análise sobre a prevalência da violência por parceiro íntimo em diferentes países

12h – Almoço

13h45 – Apresentação do Humaniza Redes – Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet

14h – Painel 1: Perspectivas propositivas para uma Cultura de Não-Violência contra as Mulheres

Moderadora Ana Flavia D’Oliveira, pesquisadora da violência contra as mulheres, coordenou no Brasil o estudo multipaíses da OMS sobre saúde e violência doméstica contra a mulher

1) Luiza Bairros, ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, é mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia e doutora em Sociologia pela Universidade de Michigan

2) Flávia Piovesan, procuradora do Estado de São Paulo, é especialista em Direitos Humanos, Direito Constitucional e Direito Internacional e defensora dos direitos humanos e das mulheres

3) Rita Laura Segato, professora do Departamento de Antropologia na Universidade de Brasília. Assessora da Funai (Fundação Nacional do Índio) para a realização de trabalhos com mulheres indígenas para divulgar a Lei Maria da Penha sobre violência doméstica

14h40 – Moderadora dialoga com painelistas
15h10 – Comentários, perguntas & respostas

15h40 – Palestra 2: Juventude e a Cultura da Violência contra as Mulheres
Marai Larasi, atua no enfrentamento à violência contra mulheres e adolescentes em grupos marginalizados. É diretora executiva da ONG Imkaan, que tem como objetivo acabar com a violência contra mulheres e jovens negras, refugiadas e minorias étnicas, e presidente adjunta da End Violence Against Women Coalition

16h – Painel 2: Elementos para uma Cultura de Não-Violência contra as Mulheres entre Jovens

Moderadora Juliana de Faria, jornalista e blogueira feminista, editora do blog Think Olga e coordenadora da Campanha Chega de Fiu-Fiu

1) Maria Luiza Heilborn, professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) e pesquisadora do CLAM (Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos) do IMS/UERJ

2) Matthew Gutmann, professor de Antropologia na Brown University; pesquisador sobre masculinidades no Colégio de México

3) Heloísa Buarque de Almeida, professora do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP, pesquisadora especialista em gênero e violência

16h40 – Moderadora dialoga com painelistas
17h20 – Comentários, perguntas & respostas

18h – Encerramento do primeiro dia

21 de maio (5ª feira)

9h – Credenciamento

10h – Palestra 3: O Impacto dos Meios de Comunicação na Cultura da Violência contra as Mulheres
Glenn Smith, jornalista e editor de projetos especiais do jornal The Post and Courier (EUA), que acaba de receber o Prêmio Pulitzer pela série “Till Death Do Us Part” sobre os feminicídios na Carolina do Sul em decorrência da violência doméstica e da omissão do Estado. As reportagens publicadas tiveram ampla repercussão e produziram impactos positivos sobre as mentalidades e práticas das autoridades locais

10h20 – Painel 3: O Papel da Mídia na Desconstrução da Cultura de Violência contra as Mulheres

Moderadora Jacira Vieira de Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão e especialista em direitos das mulheres nas perspectivas da comunicação e da mídia

1) Roz Hardie, CEO da Object, organização feminista do Reino Unido que promove uma campanha permanente para desconstruir o sexismo e a cultura de objetificação das mulheres na mídia

2) Guilherme Canela, assessor de comunicação e informação para o Mercosul e Chile da Unesco

3) Beatriz Accioly, pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP, é especialista em violência contra as mulheres na internet

11h – Moderadora dialoga com painelistas
11h30 – Comentários, perguntas & respostas

12h – Almoço

13h45 – Apresentação da pesquisa realizada pelo “Énois Inteligência Jovem”, com meninas de 14 a 24 anos, sobre violência contra as mulheres e a desigualdade de gênero

14h – Palestra 4: Por uma Cultura de Respeito aos Direitos Humanos das Mulheres
Tracy Robinson, relatora sobre os Direitos das Mulheres da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos)

14h30 – Painel 4: Desafios para Mudar a Cultura da Violência contra as Mulheres

Moderadora Jacqueline Pitanguy, coordenadora executiva da ONG Cepia – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação, é membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM)

1) Ela Wiecko, subprocuradora-Geral da República, é professora associada na Universidade de Brasília

2) Leticia Cufré Marchetto, psicóloga e pesquisadora da Universidad Veracruzana (México). Atualmente coordena o projeto de fortalecimento do tecido social em áreas com altos índices de marginalidade e violência da Cidade do México, implementado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo da Cidade

3) Aparecida Gonçalves, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência

4) Silvia Pimentel (Brasil), integrante do Comitê de Acompanhamento da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (Cedaw) da ONU

5) Leila Linhares Barsted, representante brasileira no MESECVI, o Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra Mulher, a Convenção de Belém do Pará

15h20 – Moderadora dialoga com painelistas
15h50 – Comentários, perguntas & respostas

16h30 – Por um Pacto de Não-Tolerância à Cultura de Violência contra as Mulheres
Na última sessão do Seminário, as pessoas e organizações presentes irão aprovar e assinar o documento “DIGA NÃO À CULTURA DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES”, que sintetizará as questões apresentadas e as ações a serem tomadas pelos diferentes atores sociais para o enfrentamento da violência contra as mulheres.
O documento aprovado será compartilhado em nível internacional por meio da mídia e das redes sociais e entregue a todos os setores e níveis do governo brasileiro e dos organismos internacionais.

18h – Encerramento do Seminário

1º Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres

Data: 20 e 21 de maio/2015

Local: São Paulo, Brasil

Endereço: Sesc Pinheiros | Rua Pais Leme, 195 Pinheiros (SP)

Realização: Instituto Patrícia Galvão e Instituto Vladimir Herzog

Parceria: ONU Mulheres, Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e Fundação Ford

Participação gratuita

Mais informações: www.scovaw.org | contato@scovaw.org

Fonte: Agência Patrícia Galvão

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Agentes de segurança ajudam a elaborar diretriz para investigar feminicídio

Atividade foi encerrada nesta sexta-feira após três dias de trabalho (Foto: Leo Rizzo)
Atividade foi encerrada nesta sexta-feira após três dias de trabalho (Foto: Leo Rizzo)

Vários setores da área de segurança pública concluíram na quinta-feira (8/5) a entrega de contribuições para a diretriz que irá nortear as investigações de mortes de mulheres pela perspectiva de gênero. A norma busca enfatizar que em cada etapa, desde o início da investigação até a sentença final do juri, todos os profissionais envolvidos têm que estar atentos para que pode haver um fator de discriminação por trás daquela morte.

A secretária adjunta de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Aline Yamamoto, diz que o cenário atual mostra um processo carregado de estereótipos envolvendo papéis sociais masculinos e femininos. “[O objetivo] é olhar para toda a morte de mulher buscando esses sinais, que estão presentes nos corpos das mulheres, no histórico delas, buscar olhar isso atentamente para que a resposta seja justa e adequada e que principalmente não fira a memória da vítima”.

Um dos dispositivos a ser incluído no documento será a orientação para que o perito analise se houve violência sexual e também investigue se há cicatrizes e marcas que mostrem que a vítima sofria violência. No âmbito do julgamento, os envolvidos deverão procurar se há histórico da mulher no Judiciário que apontem para a tese de feminicídio. É definido feminicídio o assassinato de mulheres motivado por questões de gênero. Consideram-se razões de gênero a violência doméstica e familiar, a violência sexual, a desfiguração ou mutilação da vítima e o emprego de tortura ou qualquer meio cruel e degradante. A Lei do Feminicídio foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no dia 9 de março.

Para a representante da ONU Mulheres e coordenadora do projeto, Wania Pasinato, o resultado esperado da diretriz é que todos os envolvidos já peguem o caso tendo a perspectiva de gênero. “O objetivo é que o policial já vá para a cena do crime com essa pergunta na cabeça desde o primeiro momento: será que essa mulher foi assassinada porque era mulher?”

Wania explica que o documento sugere que esses elementos indicando a razão de gênero podem ser evidenciados nos locais do corpo onde a mulher sofreu os ferimentos, no tipo de ferimento que foi provocado, em elementos que podem ser encontrados na cena do crime e também indica que a investigação não fique apenas no local do crime, mas no histórico da relação da mulher com o agressor.

“O grande problema que enfrentamos dentro no sistema de justiça criminal é esse olhar extremamente preconceituoso com relação à mulher, de responsabilizar a vítima pela violência que ela sofreu”, disse Wania.

O documento brasileiro, que deve ser finalizado ainda no primeiro semestre de 2015, é baseado em uma diretriz latino americana. A Oficina para Validação do Documento de Diretrizes recebeu contribuições das áreas interessadas, como integrantes do Ministério Público, magistrados, defensores, peritos, para a elaboração destas diretrizes. Quando concluído ainda haverá um trabalho do governo federal para que os estados as adapte para suas realidades.

Fonte:Agência Brasil

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Abuso sexual: maior parte dos agressores conhece vítima, diz estudo publicado no Correio Braziliense

Produzido recentemente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um estudo apontou que a maior parte dos criminosos sexuais conhecem as vítimas e não têm diagnóstico de doença mental, sendo capazes de entender a gravidade de seus crimes. A pesquisa foi publicada no jornal Correio Braziliense, na terça-feira (31/3). Para acessar o conteúdo na fonte original, clique aqui.

Na análise, uma equipe coordenada pelo psiquiatra Alexandre Martins Valença investigou as características sociodemográficas, as correlações clínicas, as características de comportamento criminoso e o nível de responsabilidade penal dos infratores sexuais encaminhados para avaliação psiquiátrica forense na capital fluminense. Ao todo, os pesquisadores revisaram 44 relatórios produzidos em 2008 por especialistas indicados por tribunais referentes aos crimes de estupro, tentativa de estupro, atentado violento ao pudor e exposição indecente.

Em casa

A pesquisa evidencia que a violência sexual costuma, portanto, ser um crime cometido por homens contra mulheres jovens – muitas crianças e adolescentes – que eles conhecem. Dos 44 documentos analisados, 13 diziam respeito a crimes contra uma integrante da família do agressor e 12 contra pessoas próximas. Em 31,8% das vezes, a violência tinha acontecido na casa dos suspeitos.

Quanto à saúde mental, 43,2% dos homens avaliados não receberam diagnóstico de qualquer transtorno psiquiátrico, mas nove infratores foram diagnosticados com retardo mental. Em 36,4% dos casos, alguma forma de transtorno mental ou neurológico foi identificada, mas não a ponto de tirar a responsabilidade pelo ato – 70,4% foram considerados completamente responsáveis por seus crimes; 18,2%, parcialmente responsáveis; e 11,4%, não responsáveis, por motivo de insanidade. Em 10 casos (22,7%), o agressor estava sob a influência de álcool. O levantamento mostrou ainda que os sujeitos com distúrbios mentais ou neurológicos eram mais propensos a estarem alcoolizados no momento do crime.

“Em alguns casos, há doentes mentais, psicopatas, mas nem sempre. Um traço que aproxima os agressores é o fato de terem sido vítimas de violência sexual ou doméstica na infância. Isso é um fator que, de certa forma, predispõe o indivíduo a ter comportamento violento no futuro”, analisa Hugo Castro. Segundo ele, apesar de terem consciência de seus crimes, na maioria das vezes, não há arrependimento. “Esse não é um comportamento comum. E, muitas vezes, o agressor tem dificuldade de reconhecer que fez algo de errado. No contexto contra crianças, ele se sente no direito de praticar a violência, por ser pai ou padrasto”, observa o perito.

Cultura

Apesar de outras pesquisas apontarem que crimes sexuais são cometidos mais por jovens entre 16 e 25 anos, no estudo da UFRJ, a idade média no momento da infração foi de 44 anos. Não se pode excluir, no entanto, a possibilidade de alguns dos acusados terem cometido outros atos antes de serem descobertos.

Quando a violência é contra crianças, diz Hugo Castro, o agressor costuma ser adulto e um pouco mais velho. E nesses casos é ainda mais comum que o criminoso mantenha uma relação afetiva com a vítima. “Não necessariamente há uma associação do uso de entorpecentes e álcool, embora o alcoolismo seja comum entre agressores do ambiente doméstico”, acrescenta o médico e policial. Segundo ele, esse perfil não possui um histórico violento, como costuma ser o do agressor fortuito, que pratica a agressão contra mulheres desconhecidas e geralmente na rua.

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Pesquisa diz que 40% das policiais já sofreram assédio sexual ou moral

O trabalho delas é proteger as pessoas. Mas, muitas vezes, são elas que precisam de proteção. Isso é o que apontou uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Fundação Getúlio Vargas obre assédio contra mulheres policiais dentro de suas próprias corporações, publicada pelo programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (29/3).

De acordo com os dados, 40% das entrevistadas disseram já ter sofrido assédio moral ou sexual no ambiente de trabalho. A maior parte das vezes quem assedia é um superior. O levantamento foi feito com mulheres das guardas municipais, pericia criminal, Corpo de Bombeiros e das Policias Civil, Militar e Federal. Tudo de forma anônima. A pesquisa também mostrou que só 11,8% das mulheres denunciam que sofreram abuso.

Para ler a pesquisa na íntegra, clique aqui.

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