Campanha para o empoderamento das mulheres rurais e suas comunidades começa dia 1.º de outubro

Dezessete dias de campanha para o empoderamento das mulheres rurais e suas comunidades começa no dia 1.º de outubro, com objetivo de destacar e divulgar os direitos da mulher rural. Assim, durante todos os dias da ação um desses direitos receberá enfoque. A iniciativa estará em andamento nos Dias Internacional das Mulheres Rurais; Mundial da Alimentação; e Internacional para a Erradicação da Pobreza – lembrados em 15, 16 e 17 de outubro, respectivamente.

A ação é promovida pela Plataforma de Conhecimento sobre Agricultura Familiar da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em parceria com instituições do Uruguai e Argentina e o apoio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (REAF) do Mercosul. Dentre os direitos abordados estão: de acesso à terra e às raízes; de tomada de decisão e liderança; de terem vida livre de violência; e de gozar da paz, do desenvolvimento e da educação.

Dados nacionais indicam que as mulheres representam quase que a metade da população rural brasileira – são 14,1 milhões, enquanto os homens somam 15,6 milhões. Nas lavouras, reservas extrativistas, comunidades quilombolas e indígenas de todo o Brasil, há mulheres responsáveis pela organização produtiva local. Segundo dados do Censo Demográfico mais recente, as trabalhadoras rurais são responsáveis pela renda de 42,4% das famílias do campo. Índice superior ao observado nas áreas urbanas, de 40,7%.

Os Números reforçam a importância da iniciativa. Além disso, essas mulheres são agentes fundamentais para alcançar as mudanças econômicas, ambientais e sociais necessárias para o desenvolvimento rural sustentável. Diante disso, a campanha enfatiza que garantir seu empoderamento é essencial para o bem-estar dos indivíduos, e também das famílias, das comunidades rurais e da produtividade econômica em geral. Isso, sem mencionar a relevante presença de mulheres no sector agrícola.

Como participar

A promoção da campanha vai envolver os meios digitais e redes sociais, para atingir o maior número de participantes e colaboradores. Algumas formas de participar da ação são:

• cadastrar, entre os dias 16 e 30 de setembro, no Facebook ou Twitter, a página da campanha no Thunderclap. As ferramentas são gratuitas e permitem que mensagens alcancem mais pessoas, gerando uma maior repercussão para causas humanitárias e políticas e disseminar o conteúdo em seus meios de comunicação e redes sociais; e
• divulgar o website da campanha e usar as hashtags #MulheresRurais e #MujeresRurales nas redes sociais.

Municipalismo

Ao divulgar a campanha, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça o seu compromisso com as iniciativas que buscam aDivulgação CNMvalorização social. Um exemplo disso, são os projetos desenvolvidos pela entidade, como o Mulheres Seguras, implantado em dez Municípios brasileiros, que viabilizou trabalhar a violência contra as mulheres nessas localidades.

Parte desses Municípios escolhidos possuem grande parcela da população em áreas rurais, como é o caso de Calumbi (PE), em que a população rural representa 61% do total; Carnaíba (PE) em que esse número chega a 59%; Matos (RN) como 50% da população em áreas agrícolas e Jucurutu (RN), com 40%.

Página do Thunderclap: https://www.thunderclap.it/es/projects/46870-mujeresrurales