Banco de dados inédito ajudará na criação de políticas públicas para mulheres

Uma pesquisa, que será realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Economia (CAEN) da Universidade Federal do Ceará, poderá ajudar as autoridades a nortearem a criação de políticas públicas para mulheres em toda a região nordeste do país. De acordo com o Portal da Universidade, foi assinado no dia 26 de agosto o documento que viabiliza o início da pesquisa, que formará um banco de dados sobre as condições socioeconômicas das entrevistadas e a violência doméstica contra a mulher.

O coordenador da pesquisa, Prof. José Raimundo Carvalho, comemorou o início do trabalho
O coordenador da pesquisa, Prof. José Raimundo Carvalho, comemorou o início do trabalho (Foto: Divulgação)

Em 2016, ano em que a Lei Maria da Penha completerá 10 anos, a pesquisa já contará com uma primeira base de dados, tendo um laboratório específico sobre o tema, chamado de Laboratório de Estudos sobre a Violência (LEV). Conforme a professora Márcia Machado, pró-reitora de Extensão da UFC, o fortalecimento da discussão sobre políticas para mulheres é muito significativo para o desenvolvimento da pesquisa.

Foram mais de dois anos de planejamento para que o projeto ganhasse forma e campo. Serão aproximadamente 11 mil famílias pesquisadas, nas nove capitais nordestinas, durante dois anos, o que constituirá o maior estudo sobre o tema na América Latina.

“É um projeto de pesquisa pioneiro que vai coletar a melhor base de dados para se estudar violência doméstica em nosso País. Várias perspectivas teóricas vão ser contempladas, como criminológica, sociológica, econômica, de direitos humanos e de saúde pública, dentro de uma metodologia científica de coleta de dados e acompanhamento longitudinal dessas famílias”, relata o professor José Raimundo.

Toda a diversidade econômica, cultural e social do povo brasileiro estará presente na pesquisa: diferentes grupos étnicos, de diferentes faixas de renda, níveis educacionais e religiões. Casais homoafetivos femininos e mães solteiras que sofram violência física ou psicológica de atuais ou ex-companheiros integram também o trabalho.

O ato de assinatura do documento contou também com a presença do Governador do Ceará, Camilo Santana, da Vice-Governadora Izolda Cela e da Presidente do Instituto Maria da Penha (IMP), Maria da Penha Maia Fernandes.

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